domingo, 22 de janeiro de 2012

Concertina

A estas horas da matina
sem gente
sem música
sem concertina
lá puxo o pensamento
ás vezes
só no momento
outras por entretimento
fazer filmes
uma risada
tirinhas de banda desenhada
assim vou passando o tempo
sou sarcástico
mal dizente
mas penso ser boa gente
não faço mal a ninguem
passo as manhãs a dormir
ir ao pão, almoçar
se houver apetite!!
é uma alegria
a comidinha da Mamã
sopinha
grelhadinho
refogado ao natural
tudo para não fazer mal
a seguir é o serão
depois do almoço sim
depois do jantar não
faço riscos faço prosas
sinto o cheiro das rosas
do papel
da caneta
das ideias desejosas.
Tenho um livro
muito grande
onde está todo o meu saber
assim passo o meu serão
feito louco a escrever
escrevo tudo o que penso
serviços públicos
adventos
patronato
explorador
grito aos oprimidos
gritos altos aflitos
abaixo o Capitalismo
usurários
ladrões
homens cheios de confissões
querem o dia como horário
para não acabar com o trabalho
mesmo sem consideração
não se pára a produção
toca a trabalhar
tal é o desassossego
do operário
ao pedreiro dos recibos azuis e verdes
quer é tudo
ter emprego
o patrão quer é sossego
vamos cagar no trabalho
é uma chatice
aquela hora
levantar da cama
fazer manobra
tanto trânsito
estrada fora
tanta tromba remelosa
rotundas para circular
tem que se fazer qualquer coisa
para este mal estar
passar
façam mais robots
caixinhas de pó de arroz
engenharias a transbordar
os humanos são uns tiranos
vivem de muitos enganos
poucos têem para dar.


                                    quim da barquinha

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