Voar na espiral
das palavras
no bico dos pássaros
azuis
levar-te pela mão
numa correria de brincar
no meio da urze
cheiro a rosmaninho
alecrim
pinheiro bravo
percorrer todos os amanheceres
habitar os fins de tarde
assim
deitados em chilreios
flôr de sabugueiro
sopro de rouxinol
construindo livros de palavras
e versos
coloridos
GRANDES
pequeninos
assim
de todas as formas
possiveis de todas
as leituras
um Rio de velas
enfunadas
o barulho dos remos
a desvirtuar
a calmaria das águas
GRITO silêncio
nas profundezas do vale
secumbo
ao nascer de Sois
brilhantes
e quentes
rir na alvorada
em redor
das labaredas
faulhas
voar em espiral.
quim da barquinha
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